Como ser bom sacerdote e bom seminarista

Como ser bom sacerdote e bom seminarista

 

 

Como ser bom sacerdote e bom seminarista

Por Pe. Fr. Marcelo Aquino, O. Carm.

 

 

Em todas as atividades da vida social se deve buscar o aprimoramento, para bem desenvolver aquele serviço, com a vocação sacerdotal não é diferente.

Neste pequeno texto desejo dar umas poucas mais também valiosas pistas para aqueles que desejam ser sacerdotes, segundo o Coração de Jesus e não segundo o mundo e a moda vigente.

O candidato ao sacerdócio deve ter consciência de que o ministério a que pretende, não é uma profissão, a vocação sacerdotal não é uma profissão, é um chamado específico, muito diferente de uma pessoa que sente que a sua realização é ser advogado, ou médico, embora essas duas profissões parecem muito com a vocação sacerdotal, pois, o sacerdote advoga diante de Deus por seus fiéis, e cuida das feridas dos mesmos, mesmo quando ele próprio está sangrando.

A sublimidade do sacerdócio é tão grande que homem nenhum consegue ter uma total compreensão da realidade do ministério sacerdotal, em que homens frágeis se entregam para ser soldados de Cristo na luta contra satanás que quer roubar as almas dos fiéis, levando-as ao inferno.

Em primeiro lugar, o candidato ao serviço sacerdotal, e aqui se faz necessário frisar isso, o serviço sacerdotal, pois, quem quer ser padre não pode desejar outra coisa que não seja servir. Quem almeja o serviço sacerdotal deve está imbuído de alguns sentimentos muito salutares para bem desenvolver essa obra de caridade que tem por finalidade atrair os homens para Deus.

O candidato deve ter em mente que ele embora escolhido dentre os homens para servir aos homens nas coisas concernente a Deus, deve sempre está disponível, portanto, se você acha uma tarefa difícil dispor de uns minutos para ouvir o problema do outro e tentar dentro de suas possibilidades dar algum tipo de conselho, então você está no lugar errado.

Ser sacerdote é ter profundo amor pela Santíssima Eucaristia e consequentemente pela Santa Missa, e aqui é muito fácil saber se um candidato tem vocação para as fileiras do sacerdócio, se a pessoa ama a Santa Missa e não tem impaciência com o santo sacrifício, então esse provavelmente será um bom sacerdote.

Um verdadeiro candidato ao serviço sacerdotal não pode ter gosto demasiado pelas festas, pois, o sentimento de pertença a Deus deve ser de tal modo que ele deve sempre está pensando em como realizar a obra do encontro do homem com Deus, e não em divertimentos, isso não significa que um sacerdote não pode se divertir, mas isso deve ser uma coisa aleatória na sua missão, e jamais o fundamental.

O gosto pela vida de oração, um candidato que não tem gosto pela vida de oração, está fadado ao fracasso caso chegue as ordens sacras, pois a oração não somente para o sacerdote, mas para todo cristão, deve ser o alimento primeiro, depois vem à eucaristia, pois, essa deve ser antecedida daquela.

É bem verdade que muitas vezes passamos por uma secura espiritual, e que chamo a atenção de todos os católicos, isso não é uma coisa que acontece com poucos, mas pelo contrário, acontece com a maioria das pessoas que desejam viver em comunhão com Deus, e acontece como uma espécie de provação, para ver até onde vai seu interesse em mudar de vida e progredir espiritualmente.

O candidato ao sacerdócio não deve ser dado as coisas chiques , querer comer do bom e do melhor, isso não significa que um seminarista deve comer só arroz e feijão, estamos refletindo sobre a busca somente de coisas importantes, mas o candidato deve querer uma vida simples, abnegada e conformada com a vida de Nosso Senhor Jesus Cristo, que era pobre, casto e obediente.

Se na vida mundana o candidato gostava de festas mundanas, na busca pela vocação sacerdotal ele deve converter esse gosto pela vida de oração e busca da santidade, não se pode querer continuar com a mesma vida que vivia antes do sacerdócio, depois que é revestido de Cristo Bom Pastor.

Um candidato ao sacerdócio deve consumir sua vida pelo Reino de Deus, e jamais ficar queimando os neurônios, pensando nas roupas que comprará, até porque deve usar sua roupa própria, a batina, uma mortalha que grita para a sociedade que eu morri para o mundo.

Ter gosto pelas roupas da moda ou de grife é próprio de quem não entendeu o que é ser sacerdote de Cristo Jesus, portanto, se o candidato tem esse sentimento, ele pode até ter, mas precisa urgente ser convertido nos sentimentos de Cristo. “Tende entre vós os mesmos sentimentos que havia em Cristo Jesus” (Fl 2,5). Se o candidato julga ser demais pedir que siga os preceitos de Cristo, esse também está no lugar errado.

De tantas coisas importantes que precisamos falar, julgo de capital importância que o candidato não esteja disposto a criar novas doutrinas, mas ensinar aquela deixada por Nosso Senhor e ensinada pela Santa Igreja Católica. Hoje muitos padres se empenham em buscar novidades para sua paróquia, não sabendo ele que está embarcando numa ilusão, e ilusão esta condenada pela Sagrada Escritura, pois, devemos ser como Cristo, e Cristo segundo a escritura, é “o mesmo ontem, hoje e sempre”.

Um candidato ao sacerdócio que não compreende a importância do sacramento da penitência na vida de todos nós, não será um bom confessor, e talvez nem seja confessor, pois, arranjará coisas mais “importantes” para fazer do que ficar ouvindo confissões, dando conselhos e absolvendo penitentes, salvando almas.

Um bom confessor é um padre que procura sempre a confissão sacramental, que estimula os fiéis a confessar, que reflete sobre a problemática do pecado na vida dos fiéis e como isso pode não somente pode, mas prejudica a vida da comunidade eclesial.

Um seminarista que não reza o terço será um sacerdote que não reza o terço. Um seminarista que não adora o Santíssimo Sacramento será um padre não adora o Santíssimo Sacramento. Um seminarista que não respeita o bispo, será um sacerdote que não respeita o bispo. Um seminarista que não gosta de Missa, será um padre que não gosta de celebrar a Missa. Um seminarista que acredita que não precisa fazer nada pela Igreja, pois, ela está muito bem, obrigado, será um sacerdote que achará que não precisa fazer nada pela Igreja.

Portanto, meus irmãos, aquilo que nós somos hoje, seremos amanhã, é bem verdade que dentro dos desígnios de Deus está sua providência, e, portanto, um mau seminarista hoje, pode se converter em um bom sacerdote amanhã.

A carta aos Hebreus nos diz: “A fé é fundamento daquilo que ainda se espera e prova de realidades que ainda não se veem”. (Hb 11, 1). Por isso, o candidato ao serviço sacerdotal deve já viver como se fosse um sacerdote, e não ficar esperando a ordenação sacerdotal para poder colocar em prática a sua missão.

 

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